[ Imprimir ]
 
A terapia ocupacional na reabilitação do portador de Alzheimer.
A terapia ocupacional na reabilitação do portador de Alzheimer

Occupational Therapy for the rehabilitation of Alzheimer’s patients

Maria Auxiliadora Cursino Ferrari
Terapeuta Ocupacional. Pedagoga. Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Gerontóloga. Coordenadora do Curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário São Camilo

RESUMO
A reabilitação entendida como forma de terapia que ajuda uma pessoa fazendo com ela alcance o seu nível mais elevado de habilidades e funcionamento é tratada nesse estudo colocando a intervenção do Terapeuta Ocupacional como um dos profissionais indispensáveis na equipe de reabilitação do portador de Alzheimer, mesmo sabendo que ainda não se pode evitar, modificar ou deter o avanço da demência tipo Alzheimer. As formas pelas quais a família e o paciente vivem a evolução desse processo podem ser auxiliadas por meio de uma gama de abordagens de atendimento como demonstra o presente artigo.

UNITERMOS
Terapia Ocupacional; Alzheimer

SUMMARY
Rehabilitation understood as a modality of therapeuthic intervention that helps patients to attain the highest level possible of ability and functioning is treated in this study calling the attention to the fact that the occupational therapists’s work as one of the most important ones in the multidisciplinar team that has at its charge the rehabilitation of Alzheirmer’s patient, even knowing that we can neither prevent ou change nor stop the evolution of Alzheimer’s disease. The study shows that the ways the patient and his family cope with the evolution of the process can have the contribution of a spectrum of approaches to the care of Alzheimer’s patients.

KEYWORDS
Occupational therapy; Alzheimer’s Disease


Como bem diz Sandburg (2000), Carl, “a confusão mental” chega de mansinho. Primeiro você percebe que está sempre colocando as coisas fora de lugar, ou que os nomes de pessoas com as quais está familiarizado lhe escapam tão obstinadamente quanto os nomes de conhecidos recentes. Logo estará se esquecendo dos compromissos e ficando perturbado ao dirigir no trânsito. Nos dias ruins, vai perceber que não consegue guardar os números na cabeça enquanto tecla o telefone. Tenta valentemente disfarçar seus lapsos, mas eles se tornam cada vez mais evidentes. Passa manhãs inteiras lutando para se vestir adequadamente. E, mesmo quando perde a capacidade de ler ou de tocar piano, está dolorosamente consciente do que lhe está acontecendo. Então, a confusão aumenta”.

A demência de Alzheimer quando descrita pela primeira vez pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer em 1906 era misericordiamente rara, pois a maioria das pessoas morria jovem o bastante para evitá-la.

Mas, a expectativa de vida mudou e correspondentemente o peso da doença de Alzheimer também aumentou. A prevenção ainda é difícil e tratar da doença é uma tarefa exaustiva. É um momento doloroso para o familiar quando se intera do diagnóstico, após o paciente ter realizado uma série de exames: “provável Alzheimer”.

Não há cura para a doença de Alzheimer. Dificilmente, esta é uma informação nova. Pensando dessa forma pouco ou nada pode se fazer em matéria de Reabilitação quando o assunto é Doença de Alzheimer. Mas, o que é Reabilitação? Reabilitação é uma forma de terapia que ajuda uma pessoa, fazendo com que ela alcance o seu nível mais elevado de habilidades e funcionamento.

No caso da doença de Alzheimer uma das maiores dificuldades que enfrentam os pacientes e seus familiares é a administração dos problemas diários como:cuidados pessoais, problemas de comportamento, conflitos interpessoais, finanças e outros.

Embora até poucos anos atrás o interesse maior nas questões de Alzheimer era em saber que remédios existiam para a cura ou melhora da doença, hoje a comunidade científica preocupa-se também na atenção ao problema do que fazer depois que o diagnóstico é colocado.

Os remédios existem e estão se tornando melhores por causarem menos efeitos colaterais e por obterem resultados significativos com alguns pacientes. Pesquisadores buscam intensamente tratamentos que não só aliviem os sintomas mas que detenham a destruição dos neurônios.

Reportando-nos ao que conceituamos como Reabilitação e utilizando as palavras de Perracini (2000): “A reabilitação é um conjunto de ações integradas e coordenadas que visam dentro das limitações impostas pela evolução da doença, dar ao portador de Alzheimer condições de realizar as atividades do cotidiano com propósito e significado, garantindo melhor qualidade de vida. Faz parte dessa concepção o resgate e o desenvolvimento do potencial de cada um a partir de sua história, das suas habilidades e de seus interesses”.

No processo de reabilitação do paciente portador de Alzheimer, o Terapeuta Ocupacional parte de uma avaliação funcional utilizando protocolos e baterias de avaliação existentes que, hoje são abrangentes e multi dimensionais. São baterias que avaliam as funções cognitivas, a complexidade dos aspectos sociais, comportamentais e outros. Ao se optar por um desses protocolos recomenda-se atenção para os critérios de diferenciação, de confiabilidade, de conteúdo, de construção, etc. Assim: o instrumento utilizado para a avaliação deve ter uma base conceitual fundamentada no curso natural da doença de Alzheimer; ser prático e possuir propriedades psicométricas adequadas; importante para a população avaliada, suficientemente sensível para permitir que as alterações no desempenho sejam documentadas, incluir as funções de Atividades da Vida Diária- AVDs e Atividades de Vida Prática- AVPs; não medir apenas se o indivíduo é capaz de realizar as atividades mas, incluir a natureza das dificuldades funcionais.

A avaliação é importante e necessária para o processo diagnóstico, para o planejamento dos cuidados que devem ser dispensados, para a monitoração da progressão da doença e para a avaliação do nível de benefício das intervenções.

O princípio do processo de intervenção é a manutenção preventiva das habilidades funcionais, motoras, perceptivas e cognitivas que o portador de Alzheimer vai paulatinamente perdendo.

Adaptar-se, lidar com o meio ambiente, exercer e participar das atividades que constituem o cotidiano da pessoa, como: comer, vestir-se, higiene pessoal, comunicar-se, andar, telefonar, fazer compras, assistir um filme, um teatro, limpar a casa e outras, são atividades que vão se tornando cada vez mais prejudiciais na medida em que a doença evolui.

Ponto relevante para o atendimento do Terapeuta Ocupacional é perceber e correlacionar a
perda cognitiva com o declínio das habilidades funcionais. Na prática percebe-se que há uma diferença muito grande de alteração entre a perda funcional e a perda cognitiva. Por ex.: o indivíduo pode apresentar uma deficiência cognitiva grave, mas preserva bem as habilidades para a realização das Atividades da Vida Diária — AVDs.

Isto mostra a possibilidade de se concluir que a perda funcional não está totalmente ligada a perda cognitiva, e leva o terapeuta a pensar em outras formas de explorar o atendimento ao portador de Alzheimer.

Conhecer a natureza das dificuldades na realização das Atividades da Vida Diária — AVDs e Atividades da Vida Práticas — AVPs é também relevante para o Terapeuta Ocupacional.

Ex.: O paciente reconhece a peça do vestuário? É capaz de executar a tarefa de vestir-se?

São duas tarefas que exigem habilidades diferentes.

– O paciente veste a roupa na seqüência correta? Coloca a roupa adequadamente em relação ao corpo ou em relação a outra peça de roupa?

Os problemas com o vestir parecem que vêm antes dos problemas com o se despir e estão relacionados com a percepção e com os problemas cognitivos.

O mesmo acontece com as atividades de: comer, fazer compras, preparar refeições, dirigir automóvel, etc.

O Terapeuta Ocupacional tem que estar atento para os vários fatores que respondem pela realização das atividades funcionais como: capacidade sensorial, motora, perceptiva.

Nas funções executivas como: planejamento e organização, realização de uma tarefa, julgamento, seqüência, vontade, o que se observa é: recusa em completar a tarefa, falta de iniciativa e olhar fixo.

É fato que existem muitos fatores que podem complicar ainda mais o funcionamento em pessoas portadoras de Alzheimer, por ex.: fatores orgânicos (déficits sensório-motores) respiratórios, medicação, problemas dentários, fatores psico-sociais, suporte social disponível no ambiente e outros, o que vem mostrar mais uma vez que não apenas os problemas cognitivos são os responsáveis pelos déficits funcionais, mas existem muitos outros fatores que são responsáveis por esses déficits possibilitando assim a exploração de outras formas de intervenção para o mesmo.

Além das Atividades de Vida diária–AVDs e Atividades de Vida Prática–AVPs o paciente portador de Alzheimer precisa realizar outras atividades. Por que fazer uma pessoa portadora de Alzheimer realizar atividades?

É interessante notar que o paciente de Alzheimer geralmente quando encaminhado para o Terapeuta é para que o mesmo oriente o familiar cuidador e faça as adaptações necessárias no ambiente.

É um desserviço pensar e dizer: “não há nada a fazer pelo paciente”

O Terapeuta Ocupacional vai realizar atividades com o portador de Alzheimer porque ele sabe que:

– o fazer, a ação, o agir, são necessidades de todo ser humano;

– reverter o processo da doença ainda não é possível, mas o fato do paciente realizar atividades, estimula-o a usar suas capacidades remanescentes e ajuda-o a mantê-las, é um trabalho de prevenção e manutenção;

– a atividade pode ajudar a diminuir a agitação, “os rotulados comportamentos problemas”, por que usamos atividades para dar apoio aos comportamentos positivos e reduzir e ou eliminar os comportamentos indesejados, negativos;

– a atividade é um meio para comunicação verbal e não verbal;

– favorece a qualidade de vida, uma vez que permite sua realização dentro dos limites de autonomia e independência do indivíduo;

– ainda que muitas vezes, tenha- se que refazer o que o paciente fez, o importante é dar-lhe oportunidade para que se sinta útil e encontre prazer no que fez;

– dá sentido a vida: o importante é que o paciente se ligue, se interesse. A atividade dá um sentido de identidade, de prazer, ajuda a preservar a dignidade da pessoa.

O que o paciente portador de Alzheimer pode fazer?
Há uma preocupação constante do familiar cuidador sobre essa questão, principalmente quando a doença já ultrapassou o estado inicial.

No início, geralmente o indivíduo faz normalmente o que sempre fez.

Pode ter que deixar o emprego, parar de dirigir, deixar seus problemas financeiros para outrem, etc., mas, ele pode participar de atividades sociais e de lazer, ele é capaz de fazer coisas para si mesmo e por si mesmo.

Em relação à estimulação cognitiva as atividades devem ser aquelas que mantenham a memória, a consciência, a seqüência do pensamento, a amplitude da atenção a capacidade da fazer escolhas e estimular a verbalização. A memória, porque a incapacidade para aprender e recordar uma informação nova é o sintoma mais comum de disfunção cognitiva no portador de Alzheimer. É um sintoma que cria impacto tanto no doente como no familiar porque compromete preferencialmente fatos recentes e altera as atividades habituais. O paciente torna-se esquecido frente a eventos diários e com o avanço da doença perde também a capacidade de lembrar fatos antigos.

A verbalização é outro sintoma que cria sérios problemas para o portador de Alzheimer e conseqüentemente para o familiar. É comum acontecer transtornos no manuseio de conceitos e a dificuldade para encontrar palavras adequadas, acontece.

As atividades programadas devem, portanto considerar esses sintomas e utilizar experiências e habilidades passadas, lembranças e o aprendizado da rotina. Assim podem ser utilizadas atividades como: jogos de letras, de números, jogos de mesa adaptados, dominó, bingo adaptado, etc.

Música: canto de canções favoritas, músicas do contexto do cliente que podem ser de: carnaval, religiosas, folclóricas, música de fundo que evoque lembranças, ouvir velhas canções e melodias conhecidas são atividades que estimulam respostas verbais e ajudam a reduzir problemas para encontrar palavras.

A reminiscência e a história de vida são também atividades que devem ser integradas a um programa de atividades para pacientes portadores de Alzheimer; o conversar sobre o passado mostrando fotografias, cartões postais é muito saudável.

Poesias, orações, previamente memorizadas, ouvir rádio, ver televisão, ler jornais, revisar anotações são outras tantas atividades que podem ser elencadas no programa. O importante é tirar e usar todo esse material do arquivo do próprio paciente.

Em relação à estimulação física é preciso lembrar que no portador de Alzheimer são muito comuns problemas como: incapacidade de planejamento motor (apraxia) no uso de movimentos motores delicados e amplos equilibrando o ficar de pé e o sentar; rigidez especialmente do pescoço e tronco, problemas de percepção espacial que afetam a compreensão da profundidade, fundo da figura, imagem corporal, espaço, incapacidade para seguir indicações, consciência limitada de questões de segurança como excesso de fadiga, dores musculares e ou articulares, bolhas nos pés, e outros.
As atividades físicas devem constituir um programa de atividades do portador de Alzheimer e devem ser programadas com o objetivo de promover o bem estar físico, manter a extensão do movimento articular, da capacidade cárdio-vascular, equilíbrio e força. Devem ainda promover a fadiga saudável e padrões de sono normais.

Podem então ser utilizadas atividades como: exercícios de relaxamento, exercícios com pesos, bolas, bastões, que são também muito bons para a atenção; dançar, balançamento dos braços, movimentação do tronco do paciente em posição sentada; exercícios com bolas que podem ser arremessadas ou chutadas em caixas, cestas de roupa, sacos de areia, feijão,
arroz são exercícios que oferecem oportunidade para relaxar e diminuir a ansiedade.

Em relação ao aspecto social, sabemos que no portador de Alzheimer a tolerância e a compreensão são bastante limitadas. O paciente tem necessidade de atenção e uma tendência a ter reações catastróficas.

A participação em atividades como: festas, comemorações de aniversários, passeios, o cuidarse, maquiar-se, unhas, cabelos, barba, uso de perfumes, de gravatas são toques necessários para ajudar o doente, desde que façam parte do seu contexto.

As atividades sejam elas de estimulação cognitiva, física e ou social, devem ser: simplificadas, fragmentadas em pequenas tarefas, adaptadas na medida em que as habilidades do cliente vão diminuindo; repetitivas, rotineiras e familiares.

A segurança deve ser prevista, de modo que as atividades não podem apresentar risco para o paciente e nem para o familiar.

Toda a abordagem e o envolvimento nas atividades devem garantir o auto-respeito e o senso de valor do paciente. Eliminar por exemplo, o uso de atividades e materiais que possam infantilizar o cliente.

Há requisitos que são necessários, tanto para o terapeuta como para o familiar: tempo, paciência, disponibilidade, conhecimento da doença e das pessoas, consciência do desgaste físico e emocional, criatividade, flexibilidade.

É necessária disponibilidade para entender e querer envolver o paciente em alguma forma de atividade entendendo que o paciente precisa e não pode esperar.

Fazer com e não para o paciente. Concentrar-se nas habilidades e não nas limitações. Se o paciente pode realizar a atividade independentemente deve faze-lo, embora com gasto muito maior de tempo. Considerar sempre o ambiente, o período do dia e a presença ou não de outras pessoas.

Intervenções ambientais

O Terapeuta Ocupacional deve ainda preocupar-se com o ambiente. As intervenções ambientais são baseadas no reconhecimento de que uma pessoa com demência não é mais capaz de se adaptar e por isso o ambiente deve ser adaptado às necessidades específicas do paciente.

O ambiente ideal é sem estresse, constante, e familiar, que proporcione suporte ao paciente. Do ponto de vista físico há necessidade de acesso a locais de ambulação que podem ser dentro do espaço interno da residência, ou em áreas externas fechadas. Recomenda - se que o ambiente tenha luz suave, cores tranqüilas e música adequada, evitando dispositivos barulhentos que podem motivar confusão e ou perturbação. Espelhos, fora da área de se vestir e banheiros também devem ser evitados. Mudanças freqüentes de móveis e de quarto são bastante prejudiciais para o paciente portador de Alzheimer.

Do ponto de vista temporal é importante construir uma programação diária, que seja estável quanto possível e que siga uma rotina. Assim é aconselhável manter horário regular para dormir e acordar, usar o quarto fundamentalmente para dormir, seguir horário regular para as refeições, evitar álcool, cafeina, nicotina e reduzir ingestão de líquidos à noite.

Terapia de Grupo

O atendimento a pacientes de Alzheimer, sempre quando possível deve ser feito em grupo, pelos benefícios que esse tipo de terapia favorece.

O número de pacientes deve ser de 5 a 8 no máximo, pois os pacientes exigem atenção individual e o terapeuta precisa estar preparado para lidar com esse fato.

No grupo, a atividade tipo jogo aumenta a participação, a competição está mais presente. Por exemplo: encontrar semelhanças na forma ou cor; bater palmas durante uma contagem de 5 em 5 até 50; (estímulo da atenção e coordenação); cantar a mesma canção algumas vezes seguidas (repetição); etc.

Outras atividades que podem ser desenvolvidas em grupo são a dança e a música. Há estudos sobre a música que têm demonstrado ser essa atividade um excelente instrumento terapêutico e que pacientes com demência de Alzheimer mais avançada podem conservar as habilidades musicais e a capacidade para participar da atividade de musica, principalmente quando são utilizadas músicas da adolescência; do país de origem, etc. Aliada à dança, o paciente pode movimentar-se ou dançar acompanhando a música. Além de estimular a parte cognitiva estas atividades podem também em alguns casos induzir ao sono e reduzir a agressão.

O sentido de pertencer a um grupo e a necessidade de ser aceito são sentimentos muito importantes para o paciente portador de Alzheimer.

Animais de Estimação

A interação com animais de estimação pode ajudar a equilibrar sentimentos de agitação e agressão em pacientes com Alzheimer. (Curtis, 1998)

A interação com animais de estimação tem demonstrado influenciar parâmetros tanto fisiológicos quanto psicológicos. Acariciar um cão tem efeito sedativo no ritmo cardíaco e na pressão arterial de um indivíduo (Arkov, 1990; Baun et al 1994)

Silveira (1997) reconhecida psiquiatra brasileira e defensora da terapia com animais de estimação assim se expressava quando se referia ao cão: “O cão é um animal que dá afeto incondicional sem pedir nada em troca, não provoca frustrações e traz alegria ao ambiente”.

Por tratar-se de atendimento de reabilitação e sobretudo de reabilitação de paciente portador de Alzheimer onde as dificuldades de comunicação, os déficits cognitivos, os diversos fatores de risco e outras condições, fica evidente a necessidade da intervenção integrada de vários profissionais que possam dar a esse paciente um atendimento holístico onde o mesmo é considerado em seus aspectos bio-psico-sociais, éticos e pessoais, preservando a dignidade do paciente e ajudando a família a suportar a carga psico social.

Considerações finais

– O fazer, a ação, o agir é uma necessidade de todo o ser humano, e o portador de Alzheimer não pode perder esta oportunidade;

– Reverter o processo da doença ainda não é possível, mas o fato do paciente realizar atividades, estimula-o a usar suas capacidades remanescentes e ajuda-o a mantê-las;

– A atividade dá um sentido de identidade, de prazer e ajuda preservar a dignidade da pessoa;

– Não se pode ter medo de desafiar a pessoa portadora de Alzheimer, porque com freqüência ela tem mais capacidade cognitiva, mais habilidade funcional do que se acredita que ela pode ter.

Preservar a dignidade do paciente, ajudar a família a suportar a carga psicossocial e educar as futuras gerações é o lema de todos que trabalham e convivem com portadores de Alzheimer e seus familiares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVEIRA, N. Ciência Hoje. v. 6, n. 34, ago. 1997.

CURTIS, L. F. et al. A associação a animais de estimulação e expressão de sintomas não cognitivos em pacientes com Alzheimer. Demência Programa de Educação Continuada, n. 3, jun. 1998.

BUGENER, C. Transtornos afetivos na doença de Alzheimer. Programa de Educação Continuada, n. 1, abr. 1998.

COWLEY, G. Alzheimer‘s – unlocking the mystery. Society & The Arts Newsweek, 20 mar. 2000.
WOODS, R. T. Positive approvaches to dementia care. 3. ed. [s. l.]: Chuschell Levingstone. 1995.

HELLEN, C. R. Alzheimer‘s Disease Activity – focused Care. [s. l.]: Andover Medical Publishers, 1992.

PERRACINI, M. Reabilitação: uma ferramenta eficaz. Informativo ABRAz, abr. 2000.

SANDBURG, C. Desvendando o mistério da doença de Alzheimer. [s. l.]: Society & The Arts – Alzheimer, 2000.


O MUNDO DA SAÚDE — São Paulo, ano 25 v. 25 n. 4 out./dez. 2001
 
[ Imprimir ]